Dia do Basta começa com paralisações e atos em todo o país

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Contra o desemprego e retrocessos do governo Temer, trabalhadores atrasam turnos e param atividades pela manhã. Movimento é organizado pelas centrais sindicais e frentes populares

 

Gibran Mendes/CUT
Dia do Basta

Trabalhadores da Repar e empresas terceirizadas realizaram manifestação na manhã desta sexta-feira (10)

São Paulo – realizam o “Dia do Basta“, organizado em todo o país pelas centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo nesta sexta-feira (10), começou com paralisações, atrasos de turnos, atos em portas de fábricas e locais de grande circulação.

Alé de dizer “basta” à retirada de direitos, os trabalhadores protestam contra o aumento nos preços do gás de cozinha e combustíveis. Logo no início da manhã, as refinarias da Petrobras foram palcos de manifestações por parte dos petroleiros e petroquímicos.

Petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Varga (Repar), em Araucária-PR, realizaram ato na entrada das instalações. Já na Refinaria de Paulínia (Replan, os trabalhadores estão concentrados desde as 6h em frente à empresa. 

Em Macaé-RJ, a base da Petrobras de Imbetiba ficará fechada o dia todo contra as privatizações da maior estatal brasileiroa. Na região metropolitana do Rio, trabalhadores da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) estão em concentração permanente.

Roberto Parizotti/CUT
Dia do Basta Mercedes
Trabalhadores da Mercedes Benz, em São Bernardo, em concentração para o dia de protestos

Os metalúrgicos do ABC iniciaram as mobilizações às 5h, com uma assembleia no pátio da Mercedes-Benz. Os trabalhadores  das fábricas da região participam também do ato unificado, em frente a sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, com outras categorias profissionais como bancários, servidores públicos, químicos, petroleiros e eletricitários.

No interior do estado e na Grande São Paulo, os trabalhadores dos transportes, ligados a sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), iniciaram paralisação das atividades da zero hora até às 8h da manhã.

Há paralisação das atividades na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), em Salvador, desde às 5h. No ABC Paulista, os químicos da empresa Sanko, em Diadema, atrasaram na entrada do turno da manhã.

Os protestos também são contra o alto desemprego, as privatizações feitas pelo governo Temer e também pela liberdade do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

por Redação RBA publicado 10/08/2018 10h07

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